quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Nova imagens das obras do Estádio Corinthians - Mais de 25% da obra pronta.

As obras do estádio do Corinthians não param. A obra avança com a instalação dos degraus no edifício leste. Foram instaladas oito peças até agora. Dessa forma, a futura casa alvinegra já apresenta 25,34% de seu total pronta.

Segundo a Odebrecht, construtora da obra, o ritmo de trabalho vai crescer substancialmente a partir da semana que vem. Até agora, já foram cravadas 2.720 estacas, o que corresponde a 85% do total. A cravação deve terminar no final de fevereiro.

Fonte: Corinthians









Fotos: Divulgação

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cidade de São Paulo vai revitalizar Parque Dom Pedro

Principal via de acesso que ligam o centro paulistano à zona leste da cidade, o parque Dom Pedro II poderá estar parcialmente renovado até a Copa de 2014.

O velho parque, localizado a um quilômetro da praça da Sé, é hoje um local degradado, por onde circulam diariamente milhares de pessoas que se dirigem aos bairros do extremo leste, como Itaquera, sede da Arena Corinthians. O projeto de revitalização foi lançado pela prefeitura de São Paulo, e envolve toda a região da várzea do rio Tamaduanteí. O projeto prevê seis anos para sua execução.

Do parque original, inaugurado em 1922 e tido por décadas como cartão-postal da cidade, quase nada sobrou. As obras rodoviaristas dos anos setenta "soterraram" seu valor urbano, transformando o antigo parque em lugar de passagem, com um movimentado terminal de ônibus (Terminal D. Pedro), estação de metrô (Estação Pedro II), e pouquíssima área livre. Os baixos da região, sob pesadas estruturas de viadutos, alças e pontes, abrigam moradores de rua e muito lixo acumulado. A estagnação foi acompanhada da perda de espaço ao pedestre, que hoje só dispõe de uma faixa de travessia, no acesso ao espaço Catavento, contam os responsáveis pelo projeto.

Projeto para o espaço público
O trabalho foi encomendado pela Prefeitura a três escritórios: Una, H+F e Metrópole Arquitetos, com coordenação geral da arquiteta e urbanista Regina Meyer, da FAU USP e Fupam - Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente. O custo total do projeto é de R$ 1,5 bilhão.

Espaço simbólico, de usos consolidados, mas com potencial transformador. Este entendimento direcionou o projeto a "valorizar o espaço público, sem deixar de considerar seu caráter ancorador dentro da região". Como explica a arquiteta Fernanda Barbara, do Una, "o parque é um 'nó', que articula os fluxos de transporte no eixo leste-oeste da cidade". A várzea do Tamanduateí, lembra, "é o berço de uma ligação histórica entre a colina da cidade e a zona leste".

Segundo suas premissas, as ligações viárias - como o corredor norte-sul pela avenida do Estado - não mais irão se sobrepor, impedindo as funções do parque. Os carros cruzarão por túneis, como a passagem subterrânea a ser construída sob a avenida Mercúrio. Com as vias enterradas (como também os fios e outras instalações) "muda o caráter de uso do parque, que se abre a novos espaços para o pedestre", ressalta Fernanda Barbara.

Para liberar área, três viadutos serão demolidos: o Diário Popular, o Antônio Nakajima e o Vinte e Cinco de Março. No vazio aberto, será implantada uma praça linear, acompanhando o contorno de uma lagoa que será criada às margens do rio Tamanduateí. "Água limpa da lagoa que vai contrastar com o Tamanduateí poluído ao lado, mas que não deixa de chamar a atenção, de ser algo pedagógico", observa o arquiteto Pablo Hereñu, do escritório H+F. A praça ainda agrega áreas arborizadas, com funções de estar e lazer.

A remoção dos três viadutos permitirá criar um terminal intermodal e qualificar o espaço para o usuário do transporte. Este novo sistema substituirá o terminal de ônibus atual, que é inteiramente desarticulado do metrô.
 
Quatro novas ruas serão criadas e farão a conexão com dois equipamentos previstos no projeto:  Sesc e Senac. Para preservar a visão da paisagem, os dois prédios - que ocupam a área onde ficavam os edifícios São Vito e Mercúrio, já demolidos - reúnem conceitos de transparência, são vazados e com espaço público no nível térreo, diz a arquiteta.


Lagoa artificial despejará água limpa no rio Tamanduateí (crédito: Divulgação)
ampliar
Articulações
O projeto, em sua amplitude, prevê articulações em todos os sentidos; assim, o alto da colina, onde está o Banespa, terá acessos a áreas do Brás e Cambuci. No setor norte (ou arco norte), caracterizado por vários edifícios históricos, como o Mercado Municipal, o Palácio das Indústrias e a Casa das Retortas, bens que hoje são isolados, embora próximos, estarão articulados com o conjunto das intervenções.

Outro aspecto considerado é o zoneamento, na região classificada de tipo zeis (zona especial de interesse social). Assim, a proposta é criar condições para a habitação social, o comércio e serviço, consideradas condições fundamentais para a dinâmica da região, tanto de dia como de noite.

Miguel Bucalem, secretário de Desenvolvimento Urbano do município, destaca que dos muitos projetos pensados para o Parque D. Pedro II, este "é o primeiro a considerar que as ligações viárias não devam se sobrepor em importância ao espaço público". Ele falou durante uma apresentação do projeto na semana passada, quando lembrou que o parque foi sendo visto, pouco a pouco, mais como um obstáculo, algo a ser transposto, e agora é hora de reverter estes conceitos. 

Duas diretrizes básicas do projeto foram expostas pelo arquiteto Vladir Bartalini, da SP Urbanismo: "Primeiro, que as intervenções deveriam estender-se a todo o entorno, e não apenas à área específica do parque; segundo, decidimos que as medidas estruturais não seriam impedimento para ações imediatas, consideradas importantes para deflagrar o processo de revitalização", destacou. Um desses projetos é a chamada "nova 25 de março", que deve ocorrer em breve.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Imagens da obra do Estadio Corinthians - janeiro de 2012



Corinthians inicia etapa de construção da arena de madrugada

As obras de construção do futuro estádio do Corinthians ganharam mais um turno. Sob chuva, os operários iniciaram trabalho no período da madrugada, das 20h às 5h. A previsão inicial é de que a arena esteja pronta no início de 2014, mas Andrés Sanchez, licenciado da presidência do clube, acredita que em outubro de 2013 a casa corintiana seja concluída.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O dinheiro público no esporte é válido? por Erich Beting

Erich Beting é um jornalista especializado em ver o esporte como um meio de negocio e como eu vê que o futebol pode ser um meio lucrativo para o Brasil, sendo ele gerido de forma profissional. É um dos poucos jornalista que escreve de forma inseta sobre o assunto e escreveu em seu blog um texto que esclarece alguns pontos do uso do dinheiro público no esporte, sobre tudo na construção de arenas na Copa do mundo. Segue abaixo texto na integra:

O dinheiro público no esporte é válido? por Erich Beting

Uma das polêmicas surgidas na semana foi, mais uma vez, sobre o uso do dinheiro público para ajudar na construção de praças esportivas. Depois da isenção concedida ao estádio do Corinthians, agora o tema é a possibilidade de o São Paulo obter ajuda para a reforma, ampliação e modernização do complexo do estádio do Morumbi.

De todos os lados surgiram diversos ataques à proposta. As críticas, geralmente, seguem a linha do “absurdo o uso de dinheiro público numa construção privada”, ou então “com esse dinheiro seria possível construir escolas, hospitais, etc.”.

Uma coisa precisa ficar clara. O orçamento dos municípios, estados e União já são determinados no começo do ano. Assim, a verba da saúde ou da educação não é afetada pela verba destinada ao esporte. No caso da necessidade de construção de arenas para a Copa do Mundo, na maior parte dos casos em que o dinheiro público é usado uma contingência extra foi deslocada para esse fim.

Outro ponto importante é a distinção entre injeção de dinheiro público e a contrapartida com benefícios como isenção fiscal e/ou cessão de terreno. Isso não é uso de dinheiro público diretamente no esporte, mas uma espécie de investimento que o governo faz para ter um aumento de verba com a geração de empregos, pagamento de impostos, aumento de consumo, etc.

Esse é o cenário ideal. Mas é claro que o mau uso que se fez até hoje do dinheiro público no esporte justifica a preocupação. Também é preciso analisar de que forma é feita a gestão de recursos públicos em geral para, então, analisarmos mais friamente a questão.

Como já disse há algum tempo por aqui, não existe nada de errado em a prefeitura conceder benefícios em troca da construção do estádio do Corinthians em Itaquera. Desde que, em contrapartida, realmente a região tenha um projeto para receber a praça esportiva e ter uma melhoria na qualidade de vida a partir disso. O mesmo raciocínio vale para o Morumbi ou qualquer outro estádio em qualquer cidade brasileira.

O que temos de separar é a concessão do benefício público da caridade pública para o esporte. São coisas absolutamente distintas, sendo que a caridade simplesmente não podem existir.

Uma renúncia fiscal não deixa de ser um investimento que o órgão público faz para receber um empreendimento que não seria feito naquele lugar caso não houvesse o benefício. A conta não precisa ser paga pelo governo, mas a partir do momento em que ele deixa de cobrar alguns impostos para que o estádio vá para um determinado lugar, pode se beneficiar no longo prazo com a geração de mais receita a partir da expansão local provocada por esse estádio.

Na Europa, um exemplo clássico disso foi a construção da Amsterdam Arena. Até mesmo a União Europeia investiu no estádio. Ou seja, o cidadão de outro país que não a Holanda ajudou a construir um estádio na capital holandesa! Só que a diferença básica é que o estádio ajudou a desenvolver uma nova área comercial de Amsterdã, além de promover mais uma capital europeia, auxiliando no processo de consolidação do Euro (vale lembrar que o estádio é de 1996, quando a UE ainda engatinhava).

Por aqui, o mesmo raciocínio tem de ser colocado em prática. O dinheiro público pode fazer parte do esporte, mas desde que a contrapartida seja clara e, mais do que isso, colocada em prática. Uma renúncia fiscal tem de ter como premissa o desenvolvimento de uma região. Dentro de uma cobrança séria de uso do dinheiro público, não há qualquer problema em ser dada uma melhor condição para o desenvolvimento de qualquer produto privado.

Boa parte do crescimento do país nos últimos anos foi calcado na concessão de benefícios para a instalação de empresas estrangeiras por aqui (um exemplo recente é a guerra travada para que finalmente os produtos da Apple possam ser produzidos em solo nacional). O esporte precisa de um choque de gestão e melhoria de infraestrutura para atingir um patamar mais profissional e que possibilite uma melhoria geral na indústria esportiva.

Uma boa forma de se conseguir isso é concedendo benefícios para que consigamos acelerar o processo de profissionalização do esporte. Em troca, o governo é beneficiado com o aumento de gastos com o esporte e, consequentemente, o pagamento de impostos que esse aumento de consumo vai gerar.

Não se pode confundir isso, porém, com empréstimo a fundo perdido e sem contrapartida. E, para quem acha que estádio não gera desenvolvimento de uma região, segue uma foto da fase de construção do Morumbi, em São Paulo, nos anos 1950.