quarta-feira, 21 de março de 2012

Para evitar erros do Brasil, Russia antecipa suas ações para Copa 2018


No último dia 20 de março, a Rússia apresentou sua estratégia para a organização da Copa do Mundo de 2018, na oportunidade a Fifa criticou os atrasos e problemas nos preparativos para o Mundial do Brasil, em 2014.

O diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, elogiou a criatividade e o compromisso da Rússia para organizar a Copa de 2018 e desta forma irá evitar os atrasos do Brasil.

"A Rússia está utilizando o tempo de maneira apropriada e demonstrou que a Fifa acertou ao lhe conceder a Copa antecipadamente. Isso permitirá evitar certos atrasos que temos agora no Brasil e que tivemos anteriormente na África do Sul, já que a Rússia tem mais tempo para se preparar que o Brasil, que está tendo 3 ou 4 anos", disse Weil.

A declaração do funcionário da Fifa foi feita em entrevista coletiva ao lado do ministro de Esportes russo, Vitali Mutko, que apresentou a estratégia do país para a competição.

A Rússia observou e também foi orientada pela Fifa, dos erros de planejamento estrategico que o Brasil teve, e ainda está tendo, para realizar o Mundial. O Brasil foi escolhido como sede da Copa 2014 em 30 de outubro de 2007, e somente em maio de 2009 foram escolhidas as cidades sedes, e a pouco mais de 1 ano os estádios começaram a serem construidos, e muito pouco da infraestruturas das cidades foram realizadas.

O ministro da Rússia afirmou teve pouco tempo para festejar a escolha do país para a sede da Copa de 2018, pois os preparativos para organização da competição já começaram e o tempo passa muito rapidamente.

"Observamos os problemas que os outros países enfrentam para realizar grandes torneios. Tomamos todas as medidas para impulsionar os preparativos da Copa já no primeiro ano", comentou Mutko.

Em setembro, a Rússia anunciará as onze cidades e doze estádios onde serão disputados os jogos. Está previsto que a final e uma semifinal ocorrerão no estádio olímpico Luzhniki, em Moscou. Já a outra semifinal será disputada num estádio em São Petersburgo, que ainda está em construção.

"Os russos querem que o Mundial melhore suas vidas e também a imagem do país", assegurou Alexei Sorokin, diretor-geral do comitê organizador.

A Copa das Confederações, que é disputada por seis seleções campeãs de seus continentes, ocorrerá em 2017 em Moscou, São Petersburgo, Sochi e Kazan.

Mutko também prometeu que o Parlamento russo aprovará ainda neste ano todas as garantias jurídicas exigidas pela Fifa, incluindo a propaganda de cerveja nos estádios, medida que só valerá durante a Copa, já que é proibida por lei no país.

"Queremos que o trabalho do comitê organizador seja transparente e acessível para torcedores e jornalistas e tentaremos informar cada um de nossos passos", assegurou o ministro.

O diretor de marketing da Fifa afirmou que os preparativos estão adiantados e manifestou sua esperança de que não se repitam no país os erros cometidos pela organização brasileira.

"Estamos convencidos que em 2018 o mundo aplaudirá a Rússia por organizar uma Copa fantástica. Como diretor de marketing da Fifa posso assegurar que as perspectivas são muito boas", garantiu.

No entanto, um dos problemas que o país enfrentará para a organização do torneio não é um ponto referente à organização, mas uma questão social: o racismo.

Vários casos de preconceito ocorreram no Campeonato Russo recentemente, um deles envolvendo o lateral Roberto Carlos. Numa partida de seu time, o Anzhi, um torcedor arremessou uma casca de banana em direção ao brasileiro.

"Outros países também têm problemas de racismo. A Rússia não é uma exceção. Mas somos um país aberto, 53% dos jogadores que atuam aqui são estrangeiros", destacou Mutko.

Por sua parte, Weil afirmou que este não é um problema apenas da Rússia e é preciso educar os torcedores de todo o mundo".

Fonte: EFE

segunda-feira, 19 de março de 2012

A indignação da elite paulista no desenvolvimento da Zona Leste

Ouço sempre piadas, criticas e brincadeiras preconceituosas em relação a zona leste de São Paulo, e isso só cresceu devido a exposição da construção do estádio do Corinthians em Itaquera.

É curioso sempre ouvir o estranhamento irônico de gente conhecida, em saber que na zona leste há o consumo de cultura de qualidade, que pessoas lêem livros, são fãs de Chico Buarque e que compram as revistas Veja e Piauí nas bancas.

É no minimo curioso, pois essas mesmas pessoas que se colocam "superiores" aos habitantes de Itaquera, tenham pensamentos tão primarios, já que são pessoas que se julgão mais intelectualizadas que os humildes da zona leste. Para essas pessoas, os trabalhadores da zona leste são todos "pobres", "analfabetos", "sem cultura", "sujos" e "mal educados"... assim como vêem os corintianos, que propaga, mesmo de brincadeira, que são "bandidos", "ladrões" e "preguiçosos".

Hoje li que a sub-prefeita da Lapa, Soninha Francine, criticou a construção do estádio em Itaquera em defesa do estadio do Morumbi. O mais curioso de seu comentário, segundo ela, é o fato que a saída do estádio saopaulino como sede da Copa de 2014, acabou prejudicando o desenvolvimento do bairro onde se localiza o estádio Cicero Pompeio de Toledo, acrentando que ali têm vários problemas urbanisticos.

Algum desavisado que ouvir a Soninha falar, pensa que ela está falando de um bairro como Itaquera, onde por decadas o poder público fechou os olhos e nunca fez obras que realmente desenvolvesse a região e agregasse uma qualidade de vida para os moradores. Mas esse bairro que a sub-prefeita se refere, é o bairro do Morumbi, um dos mais elitizados e desenvolvidos bairros da capital paulista.

Isso só ilustra o pensamento elitista da população paulistana, que consideraria normal qualquer investimento público ou privado no Morumbi e Jardim Leonor, na zona sul, mas se indigna e se agita em faniquitos quando percebe que os outsiders da Leste também têm direitos.

Ou seja, a mesma isenção fiscal, que na verdade é investimento, que serve historicamente, a indústrias de todos os tipos que muda a cara de muitas cidades brasileiras. Não pode ser dada ao clube de "maloqueiros" para uma região de pessoas "sem cultura". É essa elite que finge hoje, não saber que a Copa trará R$ 172 bilhões em investimentos diretos para o país.

Assim fica os comentaristas hipócritas, escandalizados porque a abertura do maior espetáculo da Terra será na casa dos “pretos”, dos “carcamanos”, dos “anarcas”, dos “suados”, dos “carroceiros”, dos “migrantes e imigrantes”, dos “mestiços de toda cor e sabor”.
Que se acha um cidadão exemplar, mas se rói de ciúmes, todos os dias, doido porque a empregada comprou um carro, porque o filho do porteiro vai fazer faculdade, porque tanta gente de mão calejada agora compra carne de primeira no hipermercado da madame.
Por trás da indignação seletiva de boa parte dos críticos e, mais flagrantemente, dos deboches claramente elitistas ouvidos nos escritórios, nas agências de publicidade, redações de jornal ou nas esquinas da cidade, parece existir certa repulsa diante de um avanço histórico de um movimento popular (não necessariamente no sentido político ou ideológico do termo). A construção do estádio de Itaquera causa uma náusea cujas raízes devem ser procuradas no nível do imaginário do futebol, mas principalmente na sociedade brasileira.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Corinthians pode fechar o mesmo patrocinador para naming rights da arena e camisa

Existe a posssibilidade de Corinthians fechar um acordo de patrocinador que além de estampar o nome na camisa, também ter seu nome no estádio em Itaquera. O clube está negociando com algumas empresas para vender o direito de nomear o local. Sem revelar quais são, o vice-presidente Luis Paulo Rosenberg disse, durante no lançamento do livro do pentacampeoato nacional, que está conversando com dez interessados.

Falou também do patrocínio de camisa para o Timão. Com o contrato com a Hypermarcas perto de chegar ao fim, vence em abril, o marketing do clube já trabalha para não deixar de arrecadar.

Rosenberg deixa claro que trata-se de uma empresa de bens de consumo.

"Não temos pressa de firmar acordo com ninguém. Estamos conversando com empresas de grande apelo popular, diretamente ligada ao consumidor e que precisa de exposição continuada. São contratos longos, de 15 ou 20 anos: afirmou Rosenberg, sobre o naming rights da Arena Corinthians.

"As conversas são com empresas do setor financeiro e de seguros, telecomunicações e celulares, automóveis, empresas mais voltadas para o setor de consumo. Tem também algumas que estão tentando entrar no Brasil e que precisam criar um diferencial" concluiu.

De acordo com o vice-presidente, as negociações ainda não chegaram ao patamar de valores a serem discutidos. Segundo ele, primeiro será definido qual segmento ganhará o direito de nomear a Arena Corinthians para depois entrar no mérito de quanto o clube ganhará.

Com o fim do acordo com a Hypermarcas em abril, o Timão já negocia para ter uma nova parceria que estampa a camisa do time. Rosenberg disse estar conversando com outras e acredita que receberá um valor muito maior do que o anterior.

Imagens da obra do Estadio Corinthians - Março de 2012






Fonte: Folha S.Paulo