quarta-feira, 26 de junho de 2013

Prepare sua capa de chuva - Cobertura da Arena Corinthians não abrigará 100% dos torcedores

Torcedores devem se preparar para tomar chuva na Arena Corinthians. Sabemos que a Copa do Mundo se iniciará no mês de junho até 13 julho, e durante esses meses é comum na cidade de São Paulo receber chuva durante todo o dia.Percebo que todas as arenas que foram construidas para Copa, foram instaladas coberturas para abrigar o publico, dando mais conforto para os torcedores durante os jogos, mas o que observo quando vejo as imagens divulgadas do projeto da Arena Corinthians, é perceptível que a cobertura não cobrirá todo o público, e os responsaveis divulgaram que cerca de 7 mil ficará sem cobertura no estádio da Abertura da Copa do Mundo de 2014.
  
Segundo o arquiteto Aníbal Coutinho, considerando somente a estrutura permanente, a cobertura protegerá 85% do público (aproximadamente 41 mil)
Durante a Copa do Mundo, momento em que o estádio passará de 48 mil para 68 mil lugares com o uso de arquibancadas provisórias, o percentual do público coberto será ainda menor, pois a cobertura será a mesma do estádio para 48 mil.

O que não entendo o porque de não construir uma cobertura que abrigue 100% do publico, principalmente pela importancia do estádio para a Copa, e teremos o risco de ver o publico que fica atras dos gols molhados e reclamando da falta de cobertura.

Coutinho explica que o custo da cobertura poder chegar a 25% do valor da construção do estádio, sendo este um dos motivos para não mudar a cobertura do estádio durante o mundial. 
“Nas arquibancadas para a Copa não havia sentido em estender o telhado, porque é um item caríssimo, de 20% a 25% da construção”, disse Coutinho. 

Infelizmente o estádio está na fase final de construção e a estruturas da cobertura já estão instaladas, o que resta é torcer para que no próximo ano não tenhamos chuvas durante os jogos em São Paulo e principalmente no dia da abertura da Copa, caso contrário, prepare sua capa de chuva.



Gramado da Arena começa a ser plantado


Nesta terça-feira (26/06),  o gramado do novo estádio corinthiano começou a ser plantado.  Os trabalhos do plantio, são feitos com a máquina de semear e depois disso será realizada a primeira adubagem. De acordo com o cronograma, o gramado da Arena Corinthians deve ficar pronto em setembro.
 
At setembro, haverá um período de maturação pós-plantio de cerca de 90 dias, em que haverá poda, irrigação, adubação, controle de pragas e doenças, entre outros trabalhos. Todo automatizado, o sistema de irrigação contará com 48 aspersores, com acionamento individual, permitindo irrigar partes diferentes do gramado, de acordo com as necessidades.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Predio Copan, cartão postal do centro de São Paulo

Um prédio que funciona como mosaico. Uma onda de concreto que costura vidas de cerca de 5 mil pessoas. As existências entre paredes que desafiam a linearidade, tortas no bom sentido. Abrigando diferentes classes sociais, artistas e tipos criativos de variadas profissões e orientações sexuais, na conjugação de democracia social e cosmopolitismo. A mais perfeita tradução das misturas de São Paulo, com senso de comunidade e de individualidade. 

Essas frases são apenas algumas possíveis definições para o caleidoscópico Edifício Copan, o agitado cartão postal paulistano dentro do qual moro há seis anos e meio – acompanhando histórias como a de dois vizinhos que dividem a tutela de um cãozinho vira-lata. Ou a de uma ex-vizinha que se comunicava com os amigos através de simpáticos bilhetinhos na porta. 

Sempre me interessei pela história desse colosso de concreto armado – que correu o risco de ficar no papel. Com a maestria de quem curvava a arquitetura moderna a novos patamares de originalidade, Oscar Niemeyer (15/12/1907-5/12/2012) desenhou o conjunto em 1951, por encomenda da Companhia Pan-Americana de Hotéis (Copan). A ideia era inaugurar um conjunto turístico, hoteleiro e residencial nos moldes do Rockefeller Center, em Nova York, a tempo do quarto centenário de São Paulo, em 1954. 

E Niemeyer então caprichou, pensando em um S que seguia o formato acidentado do terreno, com seis blocos, galeria com 72 lojas, salas de cinema (hoje de propriedade de uma igreja evangélica fechada) e 1.160 apartamentos com tamanhos variados (de cerca de 26 m² a 250 m²), divididos em seis blocos que ocupam 32 andares. A falência de duas construtoras, porém, acarretou em um atraso de mais de uma década. O conjunto foi concluído apenas em 1966, com capital do Banco Bradesco, e teve alterações no projeto. Apesar do imbróglio, o prédio materializou-se como símbolo da cidade e até hoje acumula recordes, como o maior prédio residencial da América Latina. 

Viver nesse gigante é conviver com uma saudável variedade – e uma infra-estrutura invejável de serviços na galeria do prédio que não está restrita aos moradores e convida os visitantes à exploração. Aproveite, então, para fazer um programa completo dentro desse ícone paulistano. Para começar, repare no piso desnivelado da galeria e nas logomarcas das lojas que seguem a estética dos anos 1950 – são lojas de roupas (algumas de gosto duvidoso), locadora, lavanderias, salões de beleza em profusão, um alfaiate e muitos restaurantes.