terça-feira, 10 de setembro de 2013

Arco do futuro - O projeto que propõe mudar a cidade de São Paulo



Nos ano de 1920-30, então prefeito da cidade de São Paulo, Prestes Maia, criou o plano de avenidas, com o objetivo de atrair industria de automoveis e dar crescimento para o município. Essa ideia de Prestes Maia saiu do papel e transformou a cidade e fez São Paulo ser o que é hoje, principalmente iniciou o crescimento desordenado e sem planejamento.  

Prestes Maia, começou as obras do seu plano de avenidas, baseado em modelos de cidades como Paris, Moscou e Viena. Estas, porém, já combinavam outras modalidades de transporte, antes de criar rodovias para carros, com hidrovias e ferrovias bem estruturadas (o que não foi considerado na expansão de São Paulo).
Ao passar por ruas e avenidas de carro, é difícil enxergar detalhes da cidade. O que encontramos é um centro velho abandonado e feio, congestionamentos pelas as tais avenidas e marginais de Prestes Maia, rios poluidos, enchentes e periferias populosas e sem centros de trabalho.  A cidade se perde nos predios e nos asfaltos. Mas, você já se perguntou o que há abaixo do asfalto?

Nas muitas das principais vias de São Paulo, a resposta é: rios. Durante o processo de crescimento e urbanização, muitos deles foram canalizados e cederam espaço a corredores importantes como Av. 23 de maio, Av. 9 de julho entre outras.
Os problemas decorrentes disso são sentidos diariamente pelos paulistanos: rios poluídos e sem vida, enchentes e muito trânsito. O que se vive hoje é, em grande parte, consequência de administrações passadas. 
Nada até hoje foi proposto para mudar de forma radical a qualidade de vida da cidade, mas a atual prefeitura coloca em pauta o projeto Arco do Futuro, para transformar essa realidade.
O Arco do Futuro
O projeto prevê organizar o desenvolvimento e promover empregos em uma região formada por avenidas da Zona Sul e da Leste, que pretende transformar em novos centros da cidade.
O arco deve ser formado pela Avenida Jacú-Pêssego (Zona Leste), as marginais Tietê e Pinheiros e o corredor das avenidas Vicente Rao e Cupecê (Zona Sul). A ideia é estimular com incentivos fiscais o adensamento onde hoje há pouca verticalização, caso da Avenida Cupecê, e atrair empresas.
Uma das principais vias que está integrada no plano é a Marginal Tietê que, do ponto de vista geográfico, está na parte central do projeto.


Inicio do projeto - Arco Tietê
O Arco Tietê, plano que a prefeitura começa a debater hoje. É o primeiro passo para a criação do Arco do Futuro, cujo objetivo é juntar moradia, emprego e requalificação do espaço.
Ideias como o enterramento dos trilhos de trem, que hoje cortam a cidade como um muro, foram apresentadas por 17 consórcios para uma área que vai do entroncamento das rodovias Anhanguera/Bandeirantes (zona oeste) à Dutra (zona norte), cortada pelo rio Tietê, e equivale ao tamanho da ilha de Manhattan, em Nova York.

Outras proposta do plano estrategico é de trens correndo no subterrâneo, tal qual metrô, na região central de São Paulo. Parque linear restituindo o verde e a água das chuvas nas margens do rio Tietê, passarelas para pedestres e biciclestas, com lojas, livrarias sobre o rio Tietê. Investimentos que podem chegar a R$ 20 bilhões.

O secretário de Desenvolvimento Urbano da prefeitura, o arquiteto Fernando de Mello Franco, disse que só um projeto desse porte pode mudar São Paulo. 

E segundo o arquiteto Guilherme Wisnik, curador da próxima Bienal de Arquitetura, a maior dificuldade é como viabilizar economicamente um plano desse porte, mas elogia e acredita que está havendo uma retomada do planejamento na cidade. Não mais o planejamento da ditadura, mas o que junta grandes obras com o cuidado com o pedestre.




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Arena Corinthians com o gramado pintado

A Arena Corinthians começa a ganhar forma. Nesta segunda-feira, o gramado do futuro estádio do Timão começou a ser demarcado. Além disso, a construtora aproveitou o aniversário do clube, comemorado no último domingo, para prestar uma homenagem aos torcedores. No setor da arquibancada, foram instaladas 103 cadeiras que formam uma espécie de mosaico, com a sigla SCCP (Sport Club Corinthians Paulista) e o número 103, lembrando mais um ano de vida na história alvinegra.